Despedida

Despedida 


Nem uma palavra na falta delas
Olhar triste no escuro da noite
Silêncio de mais uma despedida
Onde se soltavam numa revolta
Lágrimas sem certezas de nada
Que continuamos a te-la por nós
Acreditando sempre que te recordo
Que a minha partida terá regresso
No perder impotente de evitar
Vidas e vontades separadas
Conquistadas na razão do querer

Por vezes recordo-te ao detalhe
Mas só o silêncio me responde e
Aprisiono em mim tantas imagens
Memórias de tudo o que fomos
Tudo o que juntos partilhamos

E sinto-me diferente por tudo
Aquilo que fiz e deixei de fazer
Dou conta que o tempo corre
Nesta vida que por vezes é cruel
No medo de não realizar o sonho
De anular a tua ausência...


A. Andrade " carango "

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